As aves compreendem um grupo muito grande e bonito
de animais. Chamam a atenção pela beleza e pelo canto. São os únicos animais
que possuem penas. A conquista do vôo permitiu a estes animais habitarem locais
de difícil acesso e até impossível para outras espécies. Apresentam outra
grande adaptação à vida terrestre, a homeotermia, que é a manutenção da
temperatura corporal, regulada pelo próprio metabolismo. O estudo das aves é
chamado Ornitologia.
As aves evoluíram a partir dos répteis e muitas modificações
ocorreram para que elas conquistassem todo esse modo de vida. Os ovos passaram a se
desenvolver fora do corpo da fêmea, aparecimento de penas, os membros
anteriores deram origem à asas, a excreção nitrogenada é o ácido úrico, num
composto pastoso para economizar água, perda da bexiga, endotermia, separação
da circulação venosa e arterial, sacos aéreos que ajudam na diminuição da
densidade e dissipam calor, corpo aerodinâmico e elaboração da voz e da
audição.
Tegumento:
A pele é delgada, flexível e frouxamente presa à musculatura
subjacente. Não possuem glândulas, com exceção da glândula uropigiana, que fica
próxima à base da cauda, onde a ave passa o bico, recolhendo a secreção e passa
nas penas para impermeabilizar e também evitar que o bico fique quebradiço.
As penas são leves e flexíveis. Crescem a partir dos
folículos que estão na pele, formam uma isolação térmica e protegem a pele,
além de terem uma enorme importância no vôo. Existem vários tipos de pena como:
penas de contorno, plumas, filoplumas, cerdas e plumas pulverulentas. Durante o
crescimento da ave, os pigmentos são depositados nas penas, resultando na
coloração destas. O conjunto de todas as penas é chamado plumagem. O processo
de troca das penas é chamado de muda.
Esqueleto:
Os ossos das aves precisam ser leves e delicados para o vôo
e muitos possuem cavidades para a diminuição do peso, são chamados ossos
pneumáticos. No esterno possuem a quilha ou carena, local onde os músculos
peitorais se inserem, estes são responsáveis pelos batimentos da asa.
Musculatura:
Para maior agilidade destes animais, assim como nos
mamíferos, os músculos dos membros são aumentados. Os músculos peitorais das
aves são responsáveis pelo movimento da asa durante o vôo e se inserem na quilha.
Como as pernas e patas não possuem penas, elas possuem
poucos músculos para evitar a perda de calor e garantir uma forma mais
aerodinâmica.
Digestão:
A língua das
aves é pequena, pontiaguda e possui um revestimento córneo. O formato do bico é
adaptado à dieta de cada espécie e não possui dentes.
O sistema digestório é formado por boca, uma faringe curta,
esôfago tubular que se dilata no papo, local onde o alimento fica armazenado e
é umedecido. O estômago é dividido em proventrículo, que secreta enzimas, e
ventrículo ou moela, onde o alimento é triturado pelos movimentos dos músculos.
O intestino delgado termina no reto, há dois cecos, a cloaca e o ânus. A cloaca
é a saída dos aparelhos reprodutor e excretor.
Circulação:
A circulação é fechada e o coração tem 2 átrios e 2
ventrículos completamente separados, persistindo o arco aórtico sistêmico
direito. Não há mistura entre sangue venoso e sangue arterial e isso é muito
importante na regulação da temperatura. As hemácias são
ovais e nucleadas.
Respiração:
Os pulmões das aves são compactos e muito eficientes. Estão
ligados à estruturas muito importantes chamadas sacos aéreos, que trabalham
para a diminuição da densidade da ave durante o vôo. Na base da traquéia há uma
estrutura chamada siringe, com músculos vocais, responsáveis pelo canto.
Excreção:
As aves possuem rins metanéfricos e a principal excreta
nitrogenada é o ácido úrico. A urina é pastosa, para a economia de água.
Sistema Nervoso:
O cérebro de uma ave é proporcionalmente maior que o cérebro
de um réptil e possuem 12 pares de nervos cranianos.
Reprodução:
Fonte: Infoescola
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